quinta-feira, 5 de maio de 2011

Rebanho

Eu saio todos os dias na mesma estação. Escolho a mesma porta que dá de encontro ao longo corredor que me leva a saída.







Escadas, pra cima, pra baixo, como preferir. Pessoas, conversas, desconfiança. Aquele poema ainda está lá, rebanho. O que fala das cousas, que são ainda puras e simplesmente cousas.






Esse barulho está ensurdecedor. Eu já não sei mais por que caminho seguir.






Algo me diz que perdemos tanto tempo aqui, coisas banais, eu sei. Não faz mais diferença.






Mas é claro que tudo está em perfeita ordem e de pés pra cima. A aula de subjetividades já fala de coisas patológicas. Doenças mentais, neurose, psicose. Os mimos já não acontecem mais. (LiihSouza)






A: Cadê voce?






B: No mesmo lugar.






A: Quem é você?






B: A mesma pessoa.






A: Eu cansei.






B: Do quê? Nem começamos.






(EstebanTavares)

2 comentários:

Fabiano disse...

C: Continuem escrevendo!

Victor Von Serran disse...

muito legal li....!!!!