terça-feira, 8 de junho de 2010

Ainda to tentando achar aonde foi parar a minha calma.
Esse negócio de ficar esperando já não é mais comigo... eu quero aprender voar.
Mas onde tá o destino? A parte boa do troço ruim? Os caminhos que se cruzam? As risadas por coisas tolas?
É assim, as coisas tem que acabar pra recomeçar o começo de um novo fim, será que dá pra enfiar na cabeça essa loucura toda?
Vou beijar a vida, mesmo não entendendo nada. Aceitar o destino, mas que destino é esse que muda do quente pro frio, do frio pro quente e ainda sim continua a mesma coisa? Destino é o nome dessa bagaça mesmo?
Já não há em que se acreditar, apostar, e sem entender o porquê a gente ainda vai em frente.
Eu preciso de um esconderijo, abrigo, refúgio, pra fugir e morar pra sempre lá. Por que isso se torna tão evidente em uma pessoa?



quinta-feira, 6 de maio de 2010

calma no caos - rolê por éçe-pê

Muito estranho, sentimentos confusos em relação a SP.
Andei milhares de km hoje, ontem, andarei amanhã. Nessa imensidão, vi pessoas, gostos, cores.
Um anjo, na frente do teatro municipal, branco, lindo. Ele deu a uma menina, após receber uma moeda, um papel com um verso, ela sorriu. Ele era calmo, sereno...
Um sorriso, eu não sou apaixonada por crianças, mas aquela me encantou. No metrô, sentido clínica. Ela cantava e ria, como se o mundo fosse só alegria, ingênua, pura, como se não quisesse crescer, por ela, ficaria naquela mesma idade, com a mesma inocência.
Um bebado caindo em Santana, arrumado, triste, sozinho. Um cara bebendo e lendo a bíblia logo um pouco adiante. Ao lado, um moçoilo escuta em alto e bom som o jogo do corínthians. Fala sozinho como se alguém quisesse escutá-lo. Ri, ri, ri, e passa a catraca.
Frente à prefeitura, pessoas ao som de Ana Carolina fazem yoga (?)... como uma força de protesto por alguma coisa que não sei dizer...
Ando, volto, olho, cheiro, escuto. Nada de ruim me acontece. É estranho como temo em pensar muito andando por aqui. São lugares, destinos diferentes, história que lembram histórias e que ainda vão acontecer. Sim, eu ñão gosto de São Paulo, mas tem coisa melhor do que andar por aqui e ver esse mundo? Ver que aquele ali sentado na praça com roupas rasgadas sabe muito mais da vida do que aquele que sai do prédio logo ao lado engravatado?
Tem coisa melhor do que artista de rua? Do que sentimentos movidos pelos lugares? Do que lembranças que aqueles lugares te remetem?
Sim, prefiro muito mais a marolinha, não o maremoto, prefiro a brisa do que o furacão, prefiro a praia do que SP, mas acho que esse lugar já é meu, queira ou não, eu...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

As coisas já andam bem por aqui.
Hoje pela manhã, o sol custou a sair. O céu estava um tanto avermelhado. O dia um tanto repetitivo. Levantar, lavar, trocar, pegas as chaves e sair... minhas pernas ainda doem de tanto caminhar, a cabeça ainda dói de tanto pensar. Ah, deixa, sigo assim, ora fora, ora dentro.
Depois o sol apareceu sem timidez. O calor esquentou o dia. Meu allstar sujo revela o que antes eu era.
Já eram as provas, os amores vazios e tristes. O caminho agora é outro, outrora.
As coisas andam bem. Tudo muda, a todo tempo. E isso me faz sorrir. Amém!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Vá lá e se cuida

Dizer 'vá lá', já não mais importa...
As coisas simplesmente vão,
Sem que você deixe, ou mesmo pense que poderiam ir.

Tudo meio bobo, meio escuro, meio chato, inseguro.
Nada mais brilha com tanta intensidade,
As coisas já nem tem tanta graça,

Os finais de semanas em casa estão cada vez ficando menos raros... luzes, pessoas, sorrisos... cada vez mais inúteis para te fazer sentir alguma alegriazinha.

É celular que não toca, amigos que vão embora, você alí, com você, alí [...]

Cada dia em penso mais que a pior coisas pra se dizer é 'se cuida' pra alguém que já não tá tão perto assim pra você cuidar.

Se cuida? Pra quê?

Pra parecer que vou bem? Quase uma promessa de que na falta de quem, eu vou me cuidar e que vai, por mais que não pareça, tudo ficar tão bem, mesmo na ausência.
Pra quê?

E, mais uma pessoa sai por ai esmagando outras com abraços apertados, e depois te diz 'se cuida'.

Então tá, vá lá... e se cuida.

Vá lá e massa todos com um abraço, distribui sorrisos e amassos. E [se cuida]!.!

domingo, 14 de junho de 2009

Você só me ensinou a te querer e te querendo eu vou tentando me encontrar...



Finalmente, domingo, finalmente segunda, finalmente o dia em que o médico vai examinar as papeladas e me dizer se tenho, ou não, algum problema na cabeça...
Há quem diga que eu tenho, fato... até eu as vezes acho que sim, as vezes acho que não...

Logo, terça, logo sexta, logo dança, sorrisos, cheiros... tudo leva e me deixa coisas...
Tudo leva um pouco de mim, e deixa um pouco do que foi levado.
Minha cabeça queima, algo aqui dentro aperta... não sei, aliás, nunca sei o que realmente acontece...
As borboletas não vem mais no estômago, veneno sujo que jogaram. Veneno sujo que ainda dói, ainda cheira...
Mas eu sei que ainda tem alguém, alí, acolá... tem que ter, não é possível, não mais...

Ares de vida nova, ares bons, sei que isso é só mais uma máscara pro que eu ainda finjo que já foi...


Sonhei que tinha alguém grávida por aí, CUIDADO, isso pode ser um aviso...
Quem dera se isso pelo menos me fizesse pensar que poderia ser comigo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nada se move, nem pra lá, nem pra cá.
Algumas risadas pacatas no msn. A procura por algo que transforme algo.
Tá legal. Mais um ano, mais uma dose de edredon, de filminho da tarde, de planos furados, conversas de botas batidas. Ah quanto lamento.
Eu um dia ainda voltarei a te escrever.

domingo, 31 de maio de 2009

Sobra tanta falta.

O que mais falta diante disso tudo?

Faltam sentidos. Gritos. Dor de estômago. Frio na barriga. Pêlos em arrepios.

Falta a espera de um toque no celular, a emoção.

A esperança de um final de semana na praia, na areia, no mar.

A falta de um pastelzinho num domingo frio e sem futebol.

Um grande show, uma grande festa, um grande afago.

Blog com comentários, fotos novas, gente nova, assunto novo.

"Sobra tanta falta de paciência que me desespero" (TM)