domingo, 12 de junho de 2011

Era a mudança...

Era aquela música sua que tocava na minha cabeça, ainda aquela, que só eu tinha escutado e que só você sabia cantar, e eu, sabia cada palavra, cada acorde, cada lembrança que ali aparecia como simples coisas boas da vida que a gente fazia questão de lembrar.
Tempo de mudança, desconstruir e reconstruir tudo, tudo, cada ponto, cada i sem o ponto.
A caipirinha já precisava um pouco mais de vodka pra me deixar tonta. O tabaco já era mais de um por semana. Mais, eu preciso de mais. Eu preciso sentir a necessidade, o medo, o frio na barriga, a tontura.
E era exatamente o que você me dava e era exatamente o que eu precisava. Da incerteza de quanto tempo você iria estar por perto. Da incerteza de quantos tipos de frutas viriam naquele drink. Da incerteza do ter e do querer e do medo de ir ou deixar-se ir.
Era tempo de mudança; mudanças nas configurações do dia, do amor, do blog, do gosto, do layout de tudo. E foi exatamente isso que te trouxe. Foi a reconstrução do pensamento, do paradigma, dos quereres que andavam tão mal amados por aí.
Era aquela mesma música que não saia do meu pensamento, como um diálogo comigo mesma ou um narrador da linha do tempo, me dizendo pra ficar e pra ir, pois eu sei que essa é o meu melhor lado, é o que eu posso ser, é a escolha mais sensata e louca que eu poderia ter, afinal: "só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder..."

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Rebanho

Eu saio todos os dias na mesma estação. Escolho a mesma porta que dá de encontro ao longo corredor que me leva a saída.







Escadas, pra cima, pra baixo, como preferir. Pessoas, conversas, desconfiança. Aquele poema ainda está lá, rebanho. O que fala das cousas, que são ainda puras e simplesmente cousas.






Esse barulho está ensurdecedor. Eu já não sei mais por que caminho seguir.






Algo me diz que perdemos tanto tempo aqui, coisas banais, eu sei. Não faz mais diferença.






Mas é claro que tudo está em perfeita ordem e de pés pra cima. A aula de subjetividades já fala de coisas patológicas. Doenças mentais, neurose, psicose. Os mimos já não acontecem mais. (LiihSouza)






A: Cadê voce?






B: No mesmo lugar.






A: Quem é você?






B: A mesma pessoa.






A: Eu cansei.






B: Do quê? Nem começamos.






(EstebanTavares)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Onde trilha os meus pensamentos!

Pego no telefone pra ligar e não ligo. Fico aguniada aos domingos. Escrevo mensagens e deixo na caixa de rascunho para que um dia a coragem venha e eu aperte enviar.
Eu grito de raiva, de desejo, de tédio. Danço sozinha, arrasto o sofá da sala, deito no chão, ligo a tv e como 2 panelas de brigadeiro queimado.
Sinto falta da minha melhor amiga que hoje em dia não faz mais parte do meu mundo e virou certinda ao quadrado na igreja pedindo para que apre a santa vagabundagem. Sinto falta de ir almoçar fora com minha família que vive orando não sei mais pelo quê... provavelmente seja pela minha alma perdida.
Sinto falta também do meu pic de sair e virar a noite na rua. Sinto falta de mensagens no celular dizendo da falta de um pão de queijo bem agorinha.
Lembrei da rua da pedra branca, da sorveteria, dos roles no parque da juventude, onde todo mundo era mais alegre e não tinha tempo ruim e nem emprego que não deixasse acordar um pouco mais tarde. Lembrei também das idas ao MC, das 50 pessoas dentro dum mesmo carro. De gente no porta mala.
Eu passando mal na prainha, das brigas. Dancinhas, tropeços, desejos. Sinto falta do gostar de verdade, um cinema, uma pizza, um teatro, e de coragem!
Das cabulosidades. Dos shows. Das chuvas. Interlagos, rua. Escola, paisagem. Quando era só Denyze, Thiago, Sara, Lúcio, Vinícius. Quando era Voccio. Quando era vício.
Sim, eu choro sozinha. Choro pelo excesso da falta. Da vida que cresceu. Da obrigação da faculdade e do trabalho. De ter que se comportar para não virar menina falada. Da obrigação da simpatia e dos sorrisos forçados.
Falta de carro. De amor. De sorrisos. De cafuné. De pinga com limão sem preocupação (ah essa foi boa!).
E sobra de batidas, no peito, na cabeça, nas pernas, no tronco, no pé.
Não, não é pra rimar, não mesmo. É só pra listar. Listar o choro que ninguém vê. A falta que ninguém vê. A dor e os pensamentos que ninguém vê. A faltaaaa de você!
O que falta mesmo é tempo. Ou sobra isso demais!
Nos domingos no sofá, nos sabados sem pic, nas sextas após faculdade onde o cansaço vence a vontade.
Dois texto no mesmo dia só poderia ser tpm mesmo. Quem me dera... já passou faz é tempo!
Mas a gente acaba vendo e lembrando de algumas coisas e acaba que não demora de por um tanto assim né?
Pra fora!
Eu sempre me privo de falar sobre isso com todo mundo que me rodeia, mas ultimamente, ando conversando comigo mesma e tenho sentido falta de por isso pra fora, mesmo que seja de qualquer maneira.
Essa história, o que passou, o que ainda está por vir, não é necessariamente minha. Talvez nem seje minha. Talvez eu tenha pegado as dores de outro alguém.
Não me sinto muito confortável com meus pensamentos.
Há +-9 anos aconteceram coisas que mudariam para sempre o rumo de minha vida.
2002 não foi um ano muito fácil pra mim, com 13 anos, se as contas já não me fazem tão bem à cabeça; vejamos...
Morte da minha vó, morte do meu melhor amigo, morte da minha gata preferida... Primeiro amor que durariam longos 7 anos.
À partir daí, aquela menina meiga e cheia de carinhos começou a mudar de rumo. Não que eu coloque a culpa em alguma coisa, até porque a culta provavelmente seja minha mesmo.
E depois de tão pouco tempo, tenho procurado razões para ser quem eu me tornei. Só por entre esses dias fui perceber isso. Pelos gritos da minha mãe que me dizia que há tempos eu já não era mais a mesma. Pelo sussuros de gentalhas que também me diziam que eu era estranha. Coração frio, mente muito aberta, talvez até sem algum sentimento.
Mas como eu pude? Como eu pude amar tanto uma pessoa em silêncio que hoje em dia só consigo sentir dó e desprezo? Como eu pude chorar tanto, escondida, pela falta da minha vó, e pelos finais de semana na Leste, no shopping Aricanduva onde comprávamos meia duzia de leite condensado só para eu passar aquele final de semana gordo. Eu gostava tanto de ir à igreja com ela!
Como puderam matar o meu melhor amigo? Aquele que eu tinha o maior carinho da vida, aquele que me consolou pela morte da minha vóe também se foi após 2 semanas?? Como eu pude me apaixonar por um cara que sumiu durante tanto tempo e dps voltou e fez eu me apaixonar de novo e de novo. Como eu pude descobrir que esse cara num vale o que come e ter tanta dó do que ele é hoje?
Eu me culpo por ter perdido muita coisa por esse caminho. Não, eu não sou sentimental, não sou ciumenta, não sou dada, tão carente como imaginava e tão pouco sou a melhor pessoa que alguém poderia conhecer.
Não sou simpática, carinhosa, não falo coisas atuais e nem sei que música te indicar para ouvir num domingo cabuloso. Também não sou popular e engraçada, nem tenho um twitter ou blog super bombado.
Não tenho uma melhor amiga a quem eu conto tudo. Saiu procurando por aí com quem conversar e também não sou interessante como queria ser.
E o grande barato é que nem sei por onde começar.
Também não sei como manter, ou como fazer alguém se apaixonar. E isso eu dedico aos meus anos dourados que se passaram, como pessoas maravilhosas a quem deixei escorrer pelos dedos.
E esse negócio de viver e fazer acontecer é tudo balela. Quem disse que eu faço tudo o que tenho vontade? Mas nem bêbada eu consigo... e juro que eu tentei ficar mais bêbada possível pra dar certas desculpas depois, mas mesmo assim não rola...
Eu tive tantas, mas taaaantas coisas na mão...
Leonina de merda, pra quê?
E eu sinto tanto, tanto, mas tanto pela falta excessiva... falta excessiva de um abraço de vó, de um abraço de um amigo sem malícia ou sem julgamentos.
Taí, minhas fraquezas expostas a quem quiser ver. Sorria meu bem, sorria...
E por mais que você não saiba, eu sinto também a sua falta, e toda vez que te vejo on, ou com os amigos, na farra, bebendo... enfim, eu fico me perguntando como eu deveria ser pra que você voltasse a ver alguma graça em mim e me levar no teatro novamente.
E mesmo sabendo que são poucas pessoas que realmente leem isso daqui, não me sinto reprimida. Blog é pra isso mesmo... andei pensando muito esses dias e precisava por isso "no papel"... ainda bem (o caraaalhooo) que meu blog nem é muito bem frequentado.
A gente só vê como amadurece se lembrarmos das coisas que aconteceram, dos sentimentos, das pessoas. Hoje, apesar de tudo, eu vejo como cresci. Não, não me sinto orgulhosa... pois eu sei que ainda tenho muita coisa pra alcançar...
"O caminho é longo e nesse estrada eu tô sozinha..."
Boa tarde.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Linha do Tempo

Alguém se perdeu na linha do tempo, e esse alguém sou eu, eu mesma.
Pensamento de bêbada no ônibus voltando da estação Sumaré: Nossa, o que eu to fazendo aqui mesmo? Que dia é hoje? Sexta? Se não for to fudida! Mãããããe, quantos anos eu tenho? O menino perguntou e eu não sei dizer!
O que essa criança ta fazendo na rua essa hora da noite? Por que não chove? Por que não sorri? Por que eu sinto tanto ainda? Sua putaaaa, sai daí!!!
Juro que não corro mais atras de um ônibus vazia.
E lá vem, mais um final de semana. A linha do tempo se ergue sobre mim.
Todos vocês já estão namorando? O que é esse negócio no dedo menino? O quê? Casando? Sério mesmo? Quem tá grávida? De quantos meses? Mas essa num era daquele? E esse também num tava com aquela? Mudou tudo e eu nem vi? Como ousam em não me contar?
Nossa, ele já acabou a faculdade? Ele é o que? Arquiteto, desenhista, malabarista, ator, professor, palhaço, zootecnista, e o que isso faz?
E as músicas do passado? As bandas? Os cabelos coloridos? Já não são mais moda? Agora as calças é que são coloridas? Mas quem inventou isso? O rock é alegre? Mas que merda é essa?
A praia não tem mais areia pra deitar? Trindade toca funk? Prainha Branca toca o que se a terra já é preta? São Thomé não tem mais guinomos? Só os da Irlanda?
Quem é você que já parece tão íntimo dos meus? Quando chegou? Há quanto tempo já faz parte? Quem te convidou? Ah, também perdi essa cena?
E o amor? E as rodas cantaroladas com fogueiras à beira mar? E os macaratus regados a batuques e danças? E as cirandas? E as madrugadas? E as crianças? A inocência? Cadê a (in)descencia? O suspiro, o grito, o chorro, o sorriso?
To perdida! Aonde era mesmo que eu tinha parado?
Pensamento de bêbada no ônibus: Caralho, acorda!!! Já é hora de parar o mundo e descer. Quero só a minha cama!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

E aí, cadê?

Hoje me peguei num grande desafio. Decisão de 5 minutos. Meu Deus, socorro!
Pensa logo Aline! E aí? Epa!! E aí? Não!
Cadê?
Meu filho, cadê o que o que todo 'antes' precisava ter? Cadê as premissas? Cadê o que me faz querer?
Agora é tudo tão fácil assim mesmo? Não tem mais flerte? Aaaah não, como era gostoso isso!
Como era gostosa a indecisão de ligar ou não. De encontrar na rua ou não. Como era gostasa a vontade de querer e não ter.
Mas agora? É tudo tão facinho assim? E a ralação (ralação mesmo, no sentido de raaalaaar)? E as conversas e risadas gostosas no msn, telefone? E o cineminha? E o MC Donalds? E o "acho que estou gostando de você?Não tem mais? Agora é tudo: "vem pra minha casa que a gente tem mais privacidade"? "Dorme aqui e mimimi" [...] É assim as coisas hoje em dia mesmo ou eu que to muito idosa? Ou eles que estão malucos?
Não rola nenhum jantarzinho antes? Nenhum olhar? Nem um chamego? Nenhum "tira a mão daí, menino!"
Tá, tá certo... acho que tô ficando velha demais pra essas coisas.
Desafio aceito, um NÃO em 2 minutos, um texto revoltante em 5, quem dá mais? (e olha que tem gente adoidado por aí dando mais mesmo, no sentido figurado da palavra, se é que me entende)...
Eu ainda acredito que nada tenha que acontecer assim, do nada. Acredito em viver o momento do flerte que é tão gostosinho. Ainda quero pensar mil vezes antes de ligar e ter medo de não dar certo. Essa é minha escolha.
Não gosto do fácil, do rápido, do fato, do óbvio!
E TENHO DITO!

domingo, 10 de outubro de 2010

de novo o velho

Bom, eu não sei quantas vezes você passou por aqui pra ler alguma coisa, ou nenhuma coisa minha. Se é que passou, deverá saber o quanto de vezes que eu não escrevi pra você.
Hoje eu não precisei de música triste, de um fato triste, ou de uma texto suuper triste pra me impolgar. Só precisei pensar. Pensar em quanto eu me sinto confortável com o improvavel, com o confuso, com a insegurança.
Estou fazendo um trabalho que fala sobre a dialética da solidão. Logo eu, que tento entender o porquê que as pessoas não são automáticas. Descobri então, que a solidão não é algo exclusivo meu, mas sim, algo geral do ser humano. Bom! Que bom! Ou não!
As coisas seriam mais faceis se o desapego, isso sim, fosse natural da humanidade.
É o ter o que não se quer, e querer o que não se tem.
Hoje vi uma frase do Bob Marlei (o fantástico maluco do bem) que dizia mais ou menos assim: A verdade é que todo mundo vai te machucar, você apenas tem que econtrar aqueles pelo qual vale realmente sofrer.
Bom, isso me faz pensar que até agora ninguém valeu muita a pena? Bom, trocadilho por trocadilho, mudaremos de assunto. ... Quando se sente saudade é porque valeu a pena?
Tá, mas saudade do que mesmo? Qual era o nosso assunto mesmo?
Bom, minha confusão e vontade de sair lá fora e gritar é algo que me deixa assim...
Acho que nada aqui tem muita coisa pra te oferecer, afinal, como eu sempre digo, já faz parte de mim não ser.